publicado em 27 novembro, 2017

Audiência Pública debaterá “racismo institucional” em Dourados

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24008724_10154966466730079_1001906317_nO vereador Elias Ishy (PT) propôs uma Audiência Pública para falar sobre o “Racismo Institucional”, explicando que este debate ficou ausente por muito tempo no país. Ele afirma que o objetivo deste evento é fazer com que a discussão não fique apenas em novembro, mês de referência a “Consciência Negra”, mas sim desenvolver estratégias para que a prática do combate ao racismo seja algo cotidiano, visto que o mesmo é normatizado nas relações interpessoais.

Ishy lembra que um jovem negro morre a cada 23 minutos no país. Esse número foi divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU Brasil) por meio da campanha “Vidas Negras”, que defende que esta morte precisa ser evitada. Segundo o vereador, é necessário que Estado e sociedade se comprometam com o fim do racismo, além de garantir a representatividade em diversos espaços para iniciar a mudança.

Além dos homicídios praticados no país serem a maioria contra pessoas negras, essas também representam 61, 6% das encarceradas pelo sistema prisional brasileiro, mais de 380 mil. Recentemente, o caso do carioca Rafael Braga ganhou visibilidade e foi considerado pelas entidades como fruto da “seletividade racista” que permeia as decisões do Poder Brasileiro sendo o jovem preso a base de provas forjadas.

“É necessário que haja um processo de desconstrução constante por parte da sociedade. É importante dar voz a quem vive uma realidade de exclusão e silenciamento, sendo um ato político que nos fará avançar rumo à equidade e a justiça social”, diz o material informativo da audiência.

Ainda presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Ishy destaca a participação da universidade enriquecendo os debates. O evento contará com a palestra da doutora em linguística e professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso Do Sul (IFMS), Elizete Souza Bernardes, do doutor em sociologia e professor da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Marcelo da Silveira Campos, bem como ainda o doutor em história e também professor da UFGD, Mario Teixeira de Sá Junior.

O evento conta com o apoio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), do Coletivo de Mulheres Negras de MS Raimunda Luiza de Brito, da Anistia Internacional, do Instituto Federal de Mato Grosso Do Sul (IFMS), do Ilê Axé Angola Megemulebaonã de Dourados e do Instituto Cultural Malungo Capoeira.

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